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UMA PERSPECTIVA CRISTÃ SOBRE A JUSTIÇA DISTRIBUTIVA

Escrita pelo Papa Leão XIII e publicada em 15 de maio de 1891, a encíclica Rerum Novarum trata das condições das classes trabalhadoras, discutindo a relação entre o governo, os negócios, o trabalho e a igreja. A encíclica em questão dá início à Doutrina Social da Igreja influenciando a criação de um novo ideário social e político, ou seja, a " Democracia Cristã ”, que defende a implantação de uma democracia baseada nos princípios cristãos . A principal intenção para a elaboração do documento foi a necessidade em estabelecer critérios das relações entre patrões e empregados à luz dos valores cristãos em busca da Justiça Social. Ao mesmo tempo, criticar a forma com que estes os exigiam, submetendo-os a longas horas de trabalho, sem remunerá-los apropriadamente por isto. Eis a defesa ao respeito à dignidade do ser humano e ao afastamento à exploração deste para a obtenção de lucro, a saber: Quanto aos ricos e aos patrões, não devem tratar o operário como escravo, mas respeita...

JUSTIÇA DISTRIBUTIVA EM ARISTÓTELES

O conceito aristotélico de Justiça, a priori , denomina-se como a maior de todas as Virtudes, pois visa tanto o bem pessoal (individual), quanto o bem comunitário ( Pólis ), tanto que, chama-se de justo aquele que tende a produzir e preservar a felicidade comum. Ademais, é também compreendida a partir de um “justo meio”, ou seja, consiste na justa medida com que se deve agir e distribuir os benefícios, as vantagens, os ganhos, os males, e/ou as desvantagens, permanecendo em uma posição intermediária: nem excesso, nem falta.   Para Aristóteles, a Justiça é uma “disposição de caráter que torna as pessoas propensas a fazer o que é justo, que as faz agir justamente e a desejar o que é justo” (ARISTÓTELES, 2001, p.94). Isto quer dizer que tal Justiça do homem provém da virtuosidade na qual ele vive, já que justo é aquele que cumpre e respeita a lei: “O homem sem lei é injusto e o cumpridor da lei é justo, evidentemente todos os atos conforme à lei são atos justos” (ARISTÓTELES, 2001,...

A Antropologia da Esperança

A Antropologia da Esperança O homem, no decorrer dos séculos, caminhou em busca de responder aos seus questionamentos, ora sobre si, ora sobre a natureza. Contudo, hoje, podemos nos questionar: O que é preciso para se construir uma antropologia que dê ao homem uma esperança? Este questionamento se dá devido à falta de esperança inserida no cotidiano atual, onde cada vez mais o homem se afasta da sua natureza comum, que é a de ser humano, e de um princípio de esperança. Em busca de compreender um caminho possível para a antropologia da esperança, será utilizado o Documento de Aparecida, Capítulo VIII, p. 176 e a Carta Sobre o Humanismo de Martin Heidegger, p. 24, fundamentando assim o caminho para a esta construção, com argumentos filosóficos e cristãos. Iniciaremos com a perspectiva filosófica de Heidegger. Para este, o uso da linguagem é essencial na construção humana, pois, quando o “pensamento restitui ao ser algo que lhe foi entregue pelo próprio ser, como algo que lhe f...

O Agir Ético como Pressuposto para a Liberdade

Brendo dos Santos Lima [1] Resumo: A figura do homem na era moderna é apresentada de uma maneira diferente da medieval, havendo uma mudança da teleologia que voltava o homem para o fim para a Deontologia que coloca o homem em um novo caminho o de agir pelo dever. Com a capacidade de pensar e de agir em favor de uma realidade comum, ou seja, tendo a capacidade de raciocinar, o homem adquire a capacidade de agir corretamente e Kant em sua filosofia procura desenvolver sua tese que inicia, do conceito de ética, da prática e do entendimento da liberdade para assim, construir uma imagem do homem ética e livre. Palavras-Chave: Kant; Ética; Homem; Dever; Liberdade. Sumário: Introdução; 1. Conceito de Ética (A Deontologia e a Teleologia) e sua relação na filosofia kantiana; 2. A Liberdade; 3. O Homem: um ser ético e livre;Conclusão; Referências. INTRODUÇÃO Immanuel Kant (1724-1804) inaugura uma nova maneira de pensar, ante as questões que haviam sido desencadeadas em um período da...

A integração entre a Fé e a Razão no Livro I da Suma contra os Gentios

Brendo dos Santos Lima [1] Resumo : A relação entre a filosofia e a teologia, mostram-se dentro da realidade e do contexto histórico, em um verdadeiro embate, onde a teologia procura dar a si mesma o título de verdade e despreza a razão, e esta procura apenas com o uso dos logos desvalorizar as verdades reveladas. Com isso Tomás de Aquino procura fazer um diálogo entre os racionalistas e os teólogos visando uma harmonia entre a Fé e a Razão, para mostrar a importância, autonomia e a união das duas ordens de verdade e que elas conduzem para um fim. Palavras-Chave : Tomás de Aquino; Fé; Razão; Problemática; Relação; Verdade Sumário : Introdução; 1 Contexto Histórico; 2 A Fé; 3 A Razão; 4 Problemática entre a Fé e a Razão; 5 Caminhos para o Absoluto; 5.1 Relação Fé e Razão (Magistério/ Doutrina da Igreja); Conclusão. Referencias. INTRODUÇÃO Os questionamentos que circulam em torno do tema Fé e Razão, tiveram início com o surgimento da nova religião e as declarações feitas...